7 EPIs para construção civil que são extremamente necessários

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Um EPI para construção civil é essencial, visto que os colaboradores ficam expostos a riscos a todo momento. Logo, gestores e engenheiros de segurança do trabalho devem ter controle sobre a distribuição e o uso correto desses equipamentos.

Deve-se prezar pelo armazenamento e pela conservação desses equipamentos de segurança, além de realizar treinamentos para todos os operários sobre a importância da utilização correta.

Pensando nisso, criamos uma lista de EPIs para construção civil que não podem faltar no seu canteiro de obras. Confira!

1. Capacete de segurança

É um dos principais equipamentos de segurança, pois protege contra eventuais quedas de objetos sobre uma das partes corporais mais críticas: a cabeça.

Riscos da não utilização

Os possíveis danos envolvidos na não utilização dos capacetes de segurança são:

  • impactos em obstáculos;
  • quedas de materiais e ferramentas;
  • choques elétricos — caso a cabeça encoste em alguma fonte elétrica.
Tipos de capacetes

Os modelos de capacetes de segurança disponíveis são:

  • capacete com aba total (tipo I): é recomendado para trabalhos em ambientes externos, pois, graças à sua aba, é possível diminuir a potência da luz que atinge a região dos olhos, além de proteger contra intempéries naturais;
  • capacete com aba frontal (tipo II): tem foco na região da face, protegendo a visão do usuário com eficiência. É utilizado por diversos setores industriais, inclusive por distribuidoras de energia elétrica;
  • capacete sem aba (tipo III): sua principal característica é a ausência total da extensão que contorna o perímetro do crânio. Além disso, normalmente, vem equipado com jugular de 4 pontos. É indicado para diversas funções e o seu uso é obrigatório para atividades em altura e espaços confinados.
Classes

Segundo a NBR 8221:2003, os capacetes são separados em:

  • classe A: é indicada para diversas funções, menos para atividades que envolvam energia elétrica, pois não conta com isolamento elétrico;
  • classe B: contém os mesmos atributos obrigatórios dos capacetes classe A. Seu diferencial fica por conta do acabamento, que é à base de polímero isolante, que evita choques elétricos.

2. Óculos de proteção

Os óculos servem para proteger os olhos do trabalhador durante a realização de atividades nocivas à sua visão.

Riscos da não utilização

Os danos provenientes da não utilização podem gerar lesões, como:

  • perfuração da córnea decorrente de projeção de partículas;
  • queimadura de retina decorrente de radiação ultravioleta e/ou infravermelha;
  • conjuntivite aguda decorrente de luminosidade intensa;
  • cegueira decorrente de respingos de produtos químicos.
Tipos de tratamentos da lentes

Alguns óculos têm tratamento em suas lentes, como:

  • antirrisco;
  • antiembaçante;
  • antirreflexo;
  • antiestático (remove interferências atmosféricas de origem elétrica);
  • hidrofóbico (repele água);
  • oleofóbico (repele óleo).

3. Luvas de segurança

As luvas são utilizadas para o manuseio seguro de equipamentos e ferramentas a fim de evitar lesões.

Riscos da não utilização

Os riscos envolvendo a não utilização correta das luvas de segurança abrangem:

  • materiais cortantes;
  • agentes químicos e corrosivos;
  • perfurações e abrasões;
  • lascas e farpas de madeira;
  • choques elétricos.
Tipos de luvas

A NR 6 elenca nove riscos contra os quais as luvas devem ser projetadas para proteger os colaboradores:

  • luvas para proteção contra riscos mecânicos (abrasivos e escoriantes);
  • luvas para proteção contra equipamentos/ferramentas cortantes e perfurantes;
  • luvas para proteção contra eletricidade;
  • luvas para proteção contra altas e baixas temperaturas;
  • luvas para proteção contra agentes biológicos (bactérias, dejetos e micróbios);
  • luvas para proteção contra agentes químicos (materiais corrosivos e gases/vapores que podem ser absorvidos pela pele);
  • luvas para proteção contra vibrações;
  • luvas para proteção contra umidade (água e outras soluções, como produtos de limpeza);
  • luvas para proteção contra radiações ionizantes.

Importante: algumas atividades manuais podem apresentar mais de um risco, logo, as luvas devem proteger contra diversas situações.

4. Cinturões de segurança

O cinto é um EPI para construção civil recomendado para profissionais que trabalham em altura e, segundo a NR 35, é considerado obrigatório para alturas superiores a 2 metros do piso, como atividades em andaimes, escadas e plataformas suspensas.

Riscos da não utilização

Os possíveis danos da não utilização dos equipamentos são:

  • riscos de morte proveniente de quedas;
  • lesões irreversíveis decorrentes de impactos;
  • choques com outros objetos e/ou estruturas.
Tipos de cintos de segurança

Os tipos de cintos de segurança são:

  • cinto paraquedista com 1 ponto de conexão;
  • cinto para espaço confinado com alças nos ombros;
  • cinto para trabalhos em posicionamento com ponto de conexão abdominal;
  • cinto para alpinismo industrial, com acesso por cordas e resgate;
  • cinto paraquedista para solda.

5. Máscaras e respiradores

Praticamente todas as obras contam com o preparo de argamassa. Durante esse processo, as partículas do cimento são inaladas pelo colaborador, prejudicando seu sistema respiratório. Para amenizar ou evitar esses danos, é indicado o uso da máscara ou do respirador.

Tipos de máscaras e respiradores

Os modelos de máscaras e respiradores disponíveis são:

  • descartáveis: uso único;
  • de manutenção: podem ser usadas mais vezes devido à possibilidade de substituição dos cartuchos;
  • autônomos (facial total): protegem toda a face e são indicados para ambientes com alto nível de exposição aos contaminantes.
Níveis de proteção (eficiência)

Abaixo, confira quais são os níveis de proteção e as características relacionadas:

  • PFF1 (S): proteção contra poeiras e névoas à base de água (eficiência mínima de 80% e penetração máxima de 20%);
  • PFF2 (S): proteção contra poeiras, névoas à base de água e fumos metálicos e/ou plásticos. Pode ser utilizado para proteção contra agentes biológicos em ambiente hospitalar não cirúrgico (eficiência mínima de 94% e penetração máxima de 6%);
  • PFF2 (S) “carvão”: proteção contra poeiras, névoas à base de água e fumos metálicos e/ou plásticos. Pode ser utilizado para proteção contra agentes biológicos em ambiente hospitalar não cirúrgico. Também indicada para alivio de odores de certos tipos de vapores orgânicos até metade do limite de ação (eficiência mínima de 94% e penetração máxima de 6%);
  • PFF3 (S): proteção contra poeiras, névoas à base de água, fumos metálicos e/ou plásticos e radionuclídeos. Pode ser utilizado para proteção contra agentes biológicos em ambiente hospitalar não cirúrgico (eficiência mínima de 99% e penetração máxima de 1%).

6. Protetores auditivos

Como as obras envolvem trabalhos com equipamentos que emitem ruídos elevados acima de 85 dB, a NR 15 determina o uso obrigatório de protetores auriculares para preservar o sistema auditivo dos funcionários.

Riscos da não utilização

Os possíveis elementos danosos enfrentados quando da não utilização dos protetores são:

  • aumento do estresse e da irritabilidade;
  • perda momentânea de audição por conta de ruídos fortes e frequentes;
  • danos irreversíveis no tímpano, causando surdez;
  • déficit de atenção;
  • distúrbios neurais;
  • pressão arterial;
  • problemas cardiovasculares.
Tipos de protetores auditivos

Os tipos disponíveis dos equipamentos são:

  • protetores circum-auriculares: são encontrados em formato de concha e cobrem toda a região da orelha;
  • protetores auriculares de inserção: são plugues em formato de espuma moldável (descartáveis) ou pré-moldável (são reutilizáveis e devem ser higienizados após cada uso) para inserção nos canais auditivos;
  • protetor semi-auricular: abafadores côncavos que envolvem parcialmente as orelhas.

7. Calçados

São utilizados para dar maior aderência e conforto aos pés, além de protegê-los contra diversos riscos e situações durante as atividades laborais.

Riscos da não utilização

Os possíveis impactos provenientes da não utilização são:

  • abrasões;
  • agentes térmicos provenientes de altas ou baixas temperaturas;
  • cortes;
  • choques elétricos;
  • escoriações;
  • escorregões;
  • quedas de materiais sobre os pés;
  • respingos de produtos químicos;
  • perfurações;
  • umidade.
Tipos de calçados

Os modelos de calçados tipo botina disponíveis são:

  • com ou sem cadarço;
  • com ou sem biqueira de aço ou composite;
  • impermeáveis ou não;
  • à base de couro, materiais sintéticos ou PVC.

E então, o que achou da nossa lista de EPI para construção civil? Agora, basta considerar as condições e demandas do seu canteiro de obras para verificar quais equipamentos ainda faltam no seu catálogo.

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